Embora ambos sejam carvalho, são diferentes e impactam a cachaça de maneiras diferentes. O carvalho americano tende a ser uma madeira mais densa e mais dura que não interage com muito com a bebida, o que significa que produz um perfil de sabor um pouco mais doce e brilhante, com uma pitada de citros. Por outro lado, o carvalho europeu tende a ser uma madeira mais macia, o que significa que a cachaça interage com a madeira em um grau mais alto e os sabores transmitidos tendem a ser mais profundos e mais ricos.

Onde são cultivados os carvalhos?

O carvalho utilizado pelos tanoeiros no processo de fabricação do barril de carvalho é cultivado em climas mais frios. O crescimento em um clima mais fresco permite que os carvalhos cresçam mais lentamente e desenvolvam um grão mais firme. As árvores usadas para barris são cultivadas em florestas estreitamente espaçadas que forçam as árvores a crescer retas e isso ajuda a reduzir os nós que possam se desenvolver. Eles são cultivados até os 100 anos de idade e 1,5 metros de circunferência. A única parte da árvore usada pelos tanoeiros é a seção do tronco logo acima do nível do solo e logo abaixo dos primeiros galhos. Esta seção é cortada à máquina em tiras estreitas que formam o barril. Essas tiras devem ser secas ao ar por 3-4 anos antes de serem transformadas em barris. Um tanoeiro experiente pode obter pelo menos dois e até quatro barris de cada árvore.

Qual carvalho é mais utilizado?

No Brasil predomina o uso de carvalho europeu para a produção de barris para envelhecer cachaça, principalmente pela maior facilidade em obter a madeira e por suas características. Mas outras variáveis estão em jogo no envelhecimento do carvalho, como a experiência e habilidade do tanoeiro, níveis de torrada (aquecimento do interior do barril para “caramelizar” a madeira) e mistura de arvores mais novas (impacto mais forte) com mais velhas (impacto mais neutro).

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